Malbec: a uva que consagrou a Argentina no mundo dos vinhos

Malbec: a uva que consagrou a Argentina no mundo dos vinhos

A Malbec é, sem dúvida alguma, uma das uvas mais apreciadas pelo público brasileiro. O berço desta variedade é a região de Cahors, no Sudoeste francês, e está situada às margens do Rio Lot, nos departamentos de Lot e Quercy. Apesar de ter nascido na França, foi na Argentina que a variedade ganhou bastante notoriedade e relevância, consagrando o país andino na produção de vinhos.

De Quercy, a Cot, nome pelo qual a uva Malbec é conhecida na região francesa, foi introduzida em Bordeaux no século 18, por apresentar vinhos de coloração bastante intensa. Eventualmente era usada para acrescentar cor e corpo em blends em que as outras uvas tinham menos pigmentação. 

A origem do nome

Existem várias histórias por trás do nome Malbec e uma delas consta do livro Wine Grapes (J. Robinson p. 273, 2012). De acordo com a publicação, Malbec vem de Malbeck, sobrenome da pessoa que cultivava a variedade em Saint-Eulalie d´Ambarès, hoje conhecida como Premières Côtes de Bordeaux. Teria sido esta pessoa a responsável por propagar a variedade na região do Médoc. Pesquisas recentes de DNA mostram que a Malbec tem parentesco com a Merlot.

Boa parte dos vinhedos de Malbec em Bordeaux sofreu com uma grande geada em 1956 e não foi replantada. A casta hoje está presente em diversas apelações na França, como Bergerac, Buzet, Fronton e outras regiões mundo afora, como Turquia, Canadá, México, Chile, Austrália, EUA e Brasil.

Na Argentina, ela chegou pelas mãos do engenheiro agrônomo francês Michel Puget, em 1868. Hoje é a uva mais plantada no país, especialmente na região de Mendoza, mas pode ser encontrada em regiões de clima extremo, como a Patagônia. 

Como são os vinhos feitos com a uva Malbec

Os vinhos produzidos com a uva Malbec apresentam coloração intensa, aromas persistentes de frutas negras, como framboesa, amora e mirtilo e, às vezes, notas florais que remetem à violeta. Dá origem a vários estilos de vinho, desde rosé, espumantes até os tintos frutados ou mais estruturados, sofisticados e com bom potencial de guarda.

É uma variedade bastante versátil também no momento da harmonização. Carnes vermelhas, em geral, são ótimos pares para esta uva. Temperos marcantes como pimenta, alho, cebola, ervas como sálvia, alecrim e tomilho vão muito bem. Além, é claro, de massas com molhos à base de carne ou cogumelos. 

Por Joana Barros, sommelière, gerente de Vendas e Marketing

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